Março 11, 2009

Isso é fato...


* Ter iniciativa sobre as situações mais impróprias, pode ser considerado pró-atividade, ou mesmo “futricagem”, que verbo é esse? Não importa, mas de certa forma chega a ser impressionante. Tenho uma história pra contar:
Nos primeiros meses do ano costumeiramente as chuvas tendem a provocar muitos males, inundações, estresses, assim como muitos tipos de doenças: dengue, viroses, entre outras menos constantes, mas a pior com certeza é a insatisfação.
* Vejamos quantas pessoas que você conhece e que ficaram doentes (suposta virose ou dengue), comprou um simples Tylenol ou Antigripal, desses conhecidos que os comerciais afirmam ter grande eficácia no combate contra a gripe, pensou bem?! Provavelmente de dez (10) apenas Um (1), e porque isso acontece? A resposta é simples: Acomodado.
* Hoje em dia com o grande crescimento dos planos de saúde é possível perceber como o ser humano ficou acomodado, uma simples gripe, que muitos sabem que se trata de um ciclo de um vírus que apareceu porque você está com a resistência baixa (Vitaminas resolvem!), é que é considerado pelo doente a pior de todas as doenças (Você se sente dentro do caixão e a culpa é de todos e do mundo, você vai morrer... provavelmente, mas não por causa da gripe e sim pela sua hipocondria). Os hospitais não estão mais comportando tantos casos, principalmente os de dengue, essa sim é uma doença complicada, mas que também depende muito da sua idade, se você tem Um (1) ano de idade ou Sessenta e Nove (69) ou mais realmente é muito difícil de lidar, ou aproximado a estes também. Agora para o resto com certeza a sua cama é bem mais confortável e cheirosa.
* Lembra daquele fator que todos nós percebemos nos idosos “Eles mais parecem que estão voltando a ser crianças”, isso é fato! A resistência ta cada vez mais baixa, assim como na criança que é também falha. Mas o nosso amigo doente tem 23 anos e o que ele pode fazer:
“Eu vou Morrer! Vocês não percebem, mas que descaso! Não tomei meu soro deitado na cama da urgência” (onde ele provavelmente reclamará de todo o atendimento, porque simplesmente quer ser mimado, como quando morava com sua mãe e ela fazia leitinho pra você). Aquela mesma urgência que você ele bate ponto todo dia, e todo dia reclama pelo mesmo mal aos médicos que já até lhe conhecem (querendo quebrar tudo quando não consegue um atestado).
* Simples assim, vocês já ouviram ou mesmo viu algum caso assim. A culpa é sempre sua! Se eu estou “morrendo” preciso de um culpado. Se não me atenderam bem, o culpado também é você, e se meu apêndice vai estourar bem aqui e não há leito pra eu ser internado (porque provavelmente tem alguém com “Virose” deitado no seu leito), a culpa também é sua! Isso é fato... Você percebe como é simples assim, o ser humano não valoriza o trabalho do próximo e seu esforço (pró-atividade) não vale nada, quando se olha apenas para o próprio umbigo.


** Imagem: A menina doente (1885-1886) de Edvard Munch, este autor fez essa pintura baseado em sua infância, deve ter sido difícil a Medicina naquela época era bem precária. Bem pra quem não sabe ele é o autor da famosa pintura O Grito.


Grande Beijo a Todos!

Dezembro 09, 2008

Algo Mágico


Será mesmo que não há alternativa para se viver sem ter problemas, ou sempre haverá problemas quando há dificuldades.
Escolher o melhor abraço as vezes é mais difícil, do que simplesmente aleatoriamente deixar-se abraçar.
Perder tempo com simples olhares, sem ter idéia do que realmente está por detrás deles.
Escolher em alguém algo mágico, julgando-se um ilusionista.
Perder tempo com dificuldades fúteis, estradas sorrindo e esqueletos mexidos.
Pra que chorar, se podemos somente sentir dores e nos tornar mais fortes.
Acabarmos derramando doses a mais de luxúria.
Detestar sermos somente estáveis, e curtir a instabilidade de ser amante.
Protestar contra as grandes ideologias dos amores, e resguardar a idéia da libido.
É deixar o mundo aos seus pés, e pensar que se está voando.
Ter muitos momentos aflitos, deixar deteriorar a questão mais sã de tudo...
Somos impiedosos, somos lastimáveis e deixamos tudo vazar pelo escorredor da cozinha.

Novembro 27, 2008

Adeus.


Era um doce dia, calmo mais sem muita luz. Depois da notícia fiquei divagando sobre a perda, como estaria sentindo a falta. O sol não brilhava como nos outros dias, mesmo não mostrando sinais de chuva. Queria realmente um abraço mais apertado e que não reparasse a troca de meu perfume, você repara sim, você sempre percebeu junto ao meu gosto.
Queria dizer adeus, mas os seus ossos já estavam guardados, junto com ramos e mais flores, chorosas foram lhe entregar.
A perda... como se fosse mais fácil deixar de viver, mas mesmo assim não vejo mais um sentido para as perdas, que são tão inevitáveis. Foram dois casos num mesmo dia, duas vidas que já estavam sendo sugadas pelo tempo, pelas dores e os choros eram mais intensos.
Cada som que sentia em meus ouvidos. Deixando meu coração apertado, ainda assim alguns não percebiam, mesmo com o meu sorriso, não eles nunca percebiam, na imaginação sempre a falta de afeto que eu repassava constantemente.
A correria que iniciava não afetaria muitos indivíduos, mas um vulto em si sofreria escorregando por entre as paredes, a procura de algo para se apoiar. E nesse momento o que faria, escolheria deixar pra lá, e baixar meu rosto pra junto dos papéis, ou escolheria sentar ao seu lado e aceitar.
Até as duas primeiras horas da tarde, me deixei levar... com gritos, sustos e dores!
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** Tirando um pouco da poeira daqui... **
Bjos pra quem ler!

Abril 17, 2008

Distorções.


· Uma nova forma de divulgação da imagem que fica distorcida no âmbito da neutralidade, às vezes o ser humano cansa de pensar em pequenos rituais que não englobam a sociedade de forma realmente frustrante mais que nos motivam a desabar em rios de lágrimas. Cada qual se mistura em um baile de miniaturas flutuantes e atuantes dentro de uma tribo irreal com fidelidade de papel manteiga.


· Vivemos cada questionamento feito sobre o que seria a nossa realidade, se temos realmente capacidade de procurar defeitos e colocá-los a prova, se responderemos por nossos atos um dia. Estudantes universitários com sua tendência a rebeldia letrada, sua arrogância a cerca dos pormenores que se impõe, daqueles que nem ao menos sabem o que se passa a alguns centímetros do próprio nariz.


· O resultado sempre será distorções sobre a realidade humana, a velha indústria cultural e seus produtos alucinógenos. E ainda, como seria fácil fugir de tudo isso se escondendo dentro de uma caixa de papel. Cada ser humano tem uma realidade cheia de dúvidas, bondades e maldades, recebemos todo dia mensagens de alguém que pede ajuda, precisando de doações, sua mensagem vale centavos, viramos grandes descrentes sobre o que seria verdade ou mentira, e a semiótica ainda se inclui para transformar tudo em algo complexo.


· E a culpa é de quem, de nosso cérebro que não quer aceitar os defeitos da índole humana, não ele não decide tudo, e a consciência onde entra nisso. É como discutir sobre as empresas ainda mecanicistas que insistem em padronizar estereótipos ao seu “bom” gosto, cartões de ponto e uniformes que implicam uma realidade perfeita. Sim realidade, é sobre isso que é preciso discutir, realidades, convergências, ilusões, produto da mídia, e etc. Ficando sem saber como sobreviver com pouco suor na testa.


· Como transformar em um simples artigo uma idéia sem distorções, mas talvez com conclusões precipitadas e moldadas ao momento. As crises vêm a cada instante e somente paramos pra pensar sobre as realidades, quando estamos em meio a problemas que gritam em nossos ouvidos. Crise existencial, crise acadêmica, frustrações trabalhistas, e outros e mais alguns, tanto faz diz alguém bem ao fundo da sala, mas e se o tanto faz quer dizer simplesmente: que explodam mais duas torres então! Pra ver se o ibope aumenta na rede globo, que se alimenta de suas exclusividades, transformando a tristeza em carga radioativa de uma usina da mídia.

Fevereiro 10, 2008

Perdida, líbido, medo... sexy!


Dentro do quarto ouço sons que me guiam a um espaço vazio.
A espera da reconstrução de um amanhã próspero.
E quanto mais eu dirijo não vejo a estrada.
Será só mais um passo para uma morte incerta do futuro da alma que chora.
Quadras de pedras destronadas pelas águas que começaram um recife.
Expurggare...
Concepções do que seria o limbo, abstrações de um mundo paralelo.
Exemplificações do que viria a conceber-me no mar da glória.
Percepções que me cobrem os olhos de forma atenuante.
Como somos produtos de nossa própria culpa.
Calado espera a hora esquentar os assentos do banco.
Prestígios que me envolvem, deleitam-me.
Impurezas que me sufocam e me proíbem de querer achar o caminho correto do mar.
São sagrados os tempos de discórdia.
Inevitáveis às partes que guardo dentro da memória.
Ouço o som que me encabula no quarto, seu corpo suado...
São tantas palavras, são desordens dentro de uma mente perturbada.
Questão de distorção...
Questão de irrelevância...
Questões!
Ouço o som que me inebria ao seu lado, perturbo-me vendo a nudez.
Disfarçados estamos ao escalar essas paredes ilusórias.
Que o tempo que não vejo é repentino.
É a espera do marasmo.
É a espera do acaso.
É a espera da esperança de esperar por algo.


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O MySpace é uma idéia legal, me fez encontrar umas coisas realmente belas, saquem só:

--> DALLAS GREEN
--> ATTACK IN BLACK

Enfim... é bem legal!

Fevereiro 06, 2008

Encandeiam


São riquezas que nos encantam os olhos.
De belezas passageiras e nocivas.
Com cantos harmoniosos e inebriantes.
Encandeiam nossos olhos.
Encandeiam nossas almas.
Encadeiam nossas riquezas, purezas, malícias.
Atropelos de marcas e ditos, escritos, trazem o místico.
Coleções, belos estados, transformados, transtornados.
Esguichos brilhosos de sorrisos incandescentes.
Expressões do que somos, instrumentos da desordem financeira.
Puritanismos expressados em suas teias.
Marcando o solo sapateado.
Deslumbramentos propostos pelo alto, analisando o deslize dos corpos.
Perturbando a beleza frustrada de quem vê.
Brilho que cobre vergonhas.
Brilho que ofusca os puros.
Brilho que devaneia os homens.
Um brilho que do mal se transforma.
Que satisfaz a noite de quem não dorme em paz.

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Um texto simples só pra atualizar, lembrando-me um pouco dessa exaltação do carnaval!

Grande beijo a todos!

Dezembro 29, 2007

O começo e as Lembranças.


Os anos são frágeis, passam lentos ou correndo.
Desenvolvem-se e fogem de nossas mãos.
Deixam saudades, ferem nossa juventude, guardam lembranças.
Cristo nasce e o revivi por poucos momentos, meros sentimentos.
No amanhã tudo volta tudo se acaba e as palavras voam junto com o vento.
O princípio se torna confraternização, festas e palavras aleatórias de fraternidade.
Nada justificando falhas e destruições físico-psicológicas.
Esperanças são ditas, pedidos são feitos com fervor, esperança...
Guardando momentos de felicidade dentro da mente.
Perdidos em meio a tantos confetes.
Tristezas são vistas no espelho, traços de expressões demonstram o cansaço.
A cada estourar de fogos outra lembrança é vista em nossa mente.
Pessoas entram e saem de nossas vidas, viram resquícios de perda e ganho.
Ao estourar os fogos podemos sentir os afagos de quem espera pelo novo.
Os sons são diversos, são sorrisos que atravessam a noite, beijos e abraços...
O choro de felicidade, de saudades, de esperança pelo que virá.
Somos como crianças e o brinquedo novo.
Sentimos a mão suave e divina nos abençoando.
Queremos estar com nossos pais, mesmo aqueles que estão em espírito.
Corremos calçadas para chegar a tempo de contar 3, 2, 1...
Os estouros fazem nosso espírito rugir.
Serão novos passos, novas pessoas, novas experiências.
Que se delimita através de quadrados de um calendário.
Que nos faz mais brilhantes a favor de uma nova vida.
Preces são feitas, desejos e felicitações são renovados.
Um novo ano, mais um ano, desejo de começo.
Nosso espírito nos guia na construção de uma nova era.
E a fortificação é preparada, dependendo apenas da própria vontade.

** Feliz Ano Novo **

** Imagem: Barbara e Arthur